Por que é importante avaliar o desgaste de componentes?

Por que avaliar o desgaste?

Monitorar as condições dos equipamentos, avaliar o desgaste e quantificá-lo traz inúmeros benefícios dentro do ambiente industrial ou mesmo nos processos em campo. Durante sua operação, o equipamento gera sinais de que algo pode não estar em conformidade e captar esses sinais evita a ocorrência de falhas, paradas na produção e diminui consideravelmente os custos.

Nós que recebe diariamente engenheiros de manutenção, sabemos o quanto a falha de um simples componente pode ter muito impacto negativo, seja por dificuldade de reposição, tempo para reparo, falta de assistência técnica, ou outros. Juntando alguns relatos e analisando alguns casos, percebemos também que mais de 50% das falhas inesperadas ocorrem por conta do desgaste excessivo e corrosão de componentes. O restante das ocorrências envolvem mau uso, erros de instalação ou erros de dimensionamento.

O desgaste por sua vez é inevitável. Todos os equipamentos em plena utilização estão sujeitos a ele. Porém, monitorar e avaliar o desgaste dos componentes pode garantir os seguintes pontos:

 

1 – Previsibilidade: a partir da definição de níveis críticos de desgaste, é possível antecipar ações corretivas e diminuir o MTTR;

2 – Programação da produção: sabendo quando os equipamentos necessitarão de parada para manutenção, a produção não será inesperadamente afetada;

3 – Qualidade: Componentes desgastados acarretam em produtos fora das especificações ou com acabamentos inferiores. Produtos de qualidade potencializam as chances de adquirir novos clientes e fidelizar os antigos.

4 – Segurança: antecipar a ocorrência de falhas previne danos ao ambiente e à saúde dos colaboradores;

5 – Redução de custos: a vida útil de componentes desgastados diminui de forma exponencial comparado a componentes novos, portanto, o risco de falha é muito mais iminente, além da possibilidade de sobreaquecer e sobrecarregar outros elementos. A parada não programada do equipamento diminui a produtividade e aumenta os custos de manutenção.

 

Atualmente, diversas técnicas estão disponíveis para avaliar o desgaste de peças e equipamentos. Mas não só mensurá-lo é suficiente: o ótimo desempenho e a maximização da vida útil do equipamento dependem também das ações que serão tomadas para reduzir ou retardá-lo.

Revestimentos obtidos por aspersão térmica, por exemplo, vem ganhando cada vez mais credibilidade dentre as soluções contra desgaste, devido à versatilidade de ligas aplicáveis por essa técnica, tempo de aplicação e obtenção de resultados superiores a revestimentos convencionais, como cromo duro e fosfatização.

 

Veja aqui: Estudo de caso de chapas de laminação – incremento no MTBF em 1000%

 

Em determinado caso, um cliente nos procurou buscando reduzir o desgaste por abrasão em uma luva de um eixo de uma bomba centrífuga no ponto de contato com a gaxeta. O revestimento de Carboneto de Tungstênio por HVOF (dureza superior a 1200 HV) foi aplicado na luva, obtendo um incremento de 500% na sua vida útil e, consequentemente 700% na gaxeta. Esse resultado foi possível através de acompanhamento das condições da peça e consequente melhorias no projeto.

 

A gente preparou um infográfico com as principais técnicas de ensaios não destrutivos para avaliar o desgaste de componentes e quantifica-lo. Para acessá-lo basta clicar aqui: Infográfico – Como avaliar o nível de desgaste?