Gestão da Manutenção: Resultados esperados

Gestão da Manutenção

É muito comum surgir dúvidas sobre qual o melhor tipo de manutenção a ser realizado: Preventiva? Preditiva? Corretiva? É muito fácil cair na armadilha e escolhermos intuitivamente por uma preventiva ou preditiva. Esse mesmo fato ocorre também em outras áreas de atuação mas vamos trabalhar esse tema do ponto de vista da gestão da manutenção.

O primeiro ponto que temos que avaliar é: qual é a função da gestão da manutenção? O que ela deve entregar, do ponto de vista cliente fornecedor? A gestão da manutenção é uma atividade que tem como principal objetivo supervisionar os ativos da empresa para que eles garantam a melhor produtividade possível para a organização, com o mínimo de paradas possíveis, com a melhor utilização de recursos possível. Ou seja, os principais resultados a serem entregues estão relacionados a 2 indicadores de desempenho:

1 - Indicador de OEE: Mede o quanto bem a empresa está utilizado os seus recursos e está associado a 3 variáveis: Disponibilidade dos equipamentos, performance e qualidade. 

Leia também: Indicador OEE: aumento de 1% resulta em um lucro líquido 7% maior

2 - Custos de Manutenção: São os custos totais envolvidos com a atividade de manutenção, desde a alocação de pessoas, reparos de equipamentos, substituição de peças, manutenção de estoques de reposição, aquisição de ferramentas, etc.

Exatamente todas as atividades realizadas pelos profissionais da gestão da manutenção são orientadas para atender esses dois objetivos. Claro que muitos outros podem ser estabelecidos, mas esses dois são os principais.

Esse entendimento é importantíssimo por que a partir dele podemos ver que a escolha por manutenção preditiva, preventiva ou corretiva passar a ser meramente uma escolha estratégica. Realizar manutenção preditiva em um equipamento que não é crítico e não é gargalo para o processo pode não mudar em nada o indicador de OEE e ainda agregar custo. Em alguns casos, até mesmo a manutenção corretiva pode ser uma escolha inteligente (por exemplo, a substituição de uma peça de fácil acesso, de baixo custo em um equipamento que não é considerado crítico).

Mas como melhorar os resultados (ou a eficácia) das atividades da gestão da manutenção?

A melhoria dos resultados está associado ao claro entendimento pelos profissionais dos fatores que impactam nesse resultado. Quando olhamos para o indicador de OEE é fácil perceber que em todos os casos o desgaste de peças (por abrasãocorrosãoerosão, cavitação, entre outros) é o fator preponderante. Já no que diz respeito aos custos, na minha opinião,a assertividade nas escolhas das estratégias a serem seguidas para realização da manutenção é fator decisivo (claro que estamos falando de uma forma bastante genérica e resumida). Por exemplo, um rotor de uma bomba pode ser recuperado com um material mais simples (como um revestimento de aço inox) ou um material mais nobre (aplicação de revestimento de Stellite 6 ou carboneto de tungstênio). Em ambos os casos o equipamento vai funcionar, porém em um deles o MTBF (Tempo médio entre falhas) vai ser maior ou menor e vai gerar impacto direto nos dois objetivos.

Não há dúvidas, a gestão da manutenção é cada vez mais uma atividade estratégica nas organizações e pode garantir a lucratividade e competitividade no mercado.

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