Corrosão química: Saiba como prevenir

Corrosão química

Não é novidade que a corrosão traz inúmeros prejuízos nos ambientes industriais. Quase 30% do ferro produzido no mundo é direcionado para recuperação de peças e estruturas metálicas corroídas. Mesmo sabendo disso, poucas empresas buscam algum meio para prevenir ou remediar seus efeitos.

Existem duas classificações dos modos de corrosão: a corrosão eletroquímica e outra, que ocorre com menor frequência, a corrosão química, da qual abordaremos hoje.

 

O que é a corrosão química?

A corrosão química também é chamada de corrosão seca, pelo fato de ocorrer com contato direto entre o material e o agente corrosivo, sem a necessidade de solução aquosa.  Ela acontece em temperaturas acima do ponto de orvalho, devido à reação com o oxigênio ou outros gases, formando uma fina camada de óxido. Porém quando ocorre em temperaturas mais elevadas, o que é mais usual, essa camada torna-se mais espessa, a conhecida corrosão ou oxidação em altas temperaturas.

 

Como ocorre?

Quando a umidade presente na atmosfera reage com a camada de óxido, essa camada é quebrada e o material torna-se passível ao ataque localizado. Portanto, a corrosão em si ocorre devido ao efeito combinado da formação e quebra da camada de óxido.

 

Onde ocorre a corrosão química?

É muito comum que esse tipo de corrosão ocorra em equipamentos que trabalham aquecidos como fornos, caldeiras, equipamentos de siderurgia, tubulações de exaustão, bicos injetores, etc, pois em temperaturas elevadas há mais energia para reação.

Um exemplo clássico de como a oxidação se apresenta é a ferrugem: nesse caso o Ferro reage com a água e o oxigênio do ar e libera hidróxido de ferro, aquela camada avermelhada que vemos sobre a superfície.

 

Quais são seus efeitos?

A formação de qualquer produto diferente do material estrutural, inevitavelmente fará com que ele perca suas propriedades como resistência mecânica, ductilidade, resistividade, dureza e outras. Consequentemente, a peça perde sua funcionalidade, os custos de manutenção para reparo e substituição aumentam, a eficiência dos equipamentos é reduzida e os equipamentos ficam deteriorados, além de colocar em risco a integridade do sistema. O impacto no indicador de OEE é significativo

 

Como prevenir a corrosão química?

Finalmente, o que nos interessa é o que podemos fazer pra evitar que a corrosão química ocorra.

Dado o fato que não temos influencia sobre as condições climáticas (temperatura, umidade), e mesmo quando isso é possível há outros fatores como radiação, nível de poluentes e intensidade de chuva que interferem na ocorrência de corrosão e oxidação, a melhor maneira de preveni-la, portanto, é a proteção do material. Isso pode ser feito principalmente por duas formas:

 

  • Aplicação de tintas: é um método simples, de rápida aplicação e não exige alto nível de especialização de mão-de-obra. A tinta forma uma camada protetora sobre o metal que impede sua exposição ao ar e à umidade, ou seja, oferece proteção por barreira. Porém, esse método necessita manutenção constante, pois o desgaste dessa película ou um simples risco na superfície possibilitam a oxidação do metal. Essa manutenção é dificultada principalmente em pontos de difícil acesso, como estruturas submersas, de alturas elevadas e em locais de temperaturas elevadas.

 

  • Aplicação de revestimentos metálicos: consiste em proteger as peças metálicas com outros metais de maior potencial de oxidação, ou seja, provocar a corrosão preferencial deste revestimento, método conhecido como proteção catódica. Isso pode ser feito de duas formas; por galvanização ou por metalização.

 

A galvanização durante muito tempo foi o método mais aplicado para diversas situações. Porém, devido a dificuldades de descarte do banho gerando donos ambientais, à baixa espessura do revestimento e à limitação do tamanho de peças, a metalização têm sido um substituto a altura desse processo e que, mais do que isto, têm dado resultados bastante superiores no que diz respeito ao aumento de vida útil de peças sujeitas à corrosão química.

 

>>Saiba mais: Por que o cromo duro não é a melhor opção para a metalização de peças?

 

Porém, pra cada meio há determinadas ligas de revestimentos que podem ou não ser aplicadas, pois a intensidade do processo corrosivo depende desta relação. Por exemplo, o revestimento de Níquel Cromo, altamente resistente à oxidação, quando aplicado em meios de HCl sofre corrosão acentuada, assim como o revestimento de Alumínio.

Portanto, a seleção do material de revestimento deve ser realizada considerando principalmente a temperatura de trabalho e o ambiente que será exposto.

Nós preparamos um material informativo contendo as principais ligas para prevenir a corrosão química, suas principais características e os meios que elas podem ser aplicadas.

 

Acesse este material aqui: “E-book: Revestimentos metálicos contra a corrosão química”